Os principais problemas de visão que afetam a qualidade de vida dos idosos

Doenças Oculares
04 de julho de 2018

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Os principais problemas de visão que afetam a qualidade de vida dos idosos

A perda da visão é uma das causas mais incapacitantes para o ser humano. Apesar de sua alta prevalência, a maioria dos idosos não refere queixa da visão por considerarem um problema típico da idade avançada. Dessa forma, o déficit visual em idosos torna-se pouco detectado na prática clínica. As principais causas da perda visual nos idosos são:

  • Presbiopia;
  • Catarata;
  • Degeneração macular relacionado a idade;                                                                                                              
  • Glaucoma.                                                                                                                   

As complicações provocadas pela perda visual são numerosas e podem ter graves consequências médicas, além do forte impacto sobre a qualidade de vida do idoso. Estudos realizados através das Escalas de Depressão Geriátrica (GDS), Brazilian OARS Multidimensional Funcional Assessment Questionnaire (BOMFAQ), que avalia a funcionalidade nas atividades diárias e o Teste Funcional de Mobilidade (TUG) confirmam diversas complicações provocadas pela perda visual, como:

  • Maior tendência a quedas devido a diminuição da força motora;                                                                                
  • Intoxicações alimentares e mesmo envenenamentos pelas dificuldades para ler rótulos e os prazos de validade de medicamentos;
  • Acidentes no domicílio, ao tropeçar em tapetes e objetos baixos e não perceber desníveis e degraus;
  • Quedas e atropelamentos;
  • Perda de interesse por uma atividade prazerosa, por exemplo, a leitura, um importante instrumento de integração social e atualização.

Os principais problemas de visão que afetam a qualidade de vida dos idosos

Todos esses fatores favorecem a depressão, o isolamento social, agravam as comorbidades e disfunções já presentes. Grande parte dessa perda visual não chega a ser diagnosticada e, portanto, não recebe tratamento, somando-se e agravando outras incapacidades funcionais.   

Sabemos que grande parte das mudanças decorrentes do envelhecimento são inevitáveis, mas podem receber cuidados preventivos e curativos, sendo pelo menos postergadas.                                                                                                                                                                                                                                   

Por outro lado, apenas 50% dos médicos generalistas sabem que os seus pacientes têm baixa de visão e que existem fortes evidências epidemiológicas de que um considerável número de doenças oculares não são detectadas nos idosos, e que eles não chegam aos hospitais e às clínicas especializadas devido à falta de programas de educação social e assistência médica adequada.             

Diante dessas evidências, nos dias atuais, muito se têm falado em qualidade de vida na terceira idade, e o conceito de viver mais deve estar associado ao viver bem. Podemos considerar que se a baixa visão compromete a autonomia do indivíduo, ela consequentemente prejudica sua qualidade de vida, sendo assim a prevenção e os cuidados para uma melhor visão podem fazer uma enorme diferença.

Responsável:  Enfermeira Erica Ino Hirashima.

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