NOVOS TRATAMENTOS DE RETINA: SERÁ QUE PODEREI CONTROLAR MINHA DMRI?

Cuidados com os olhos, Dicas, Doenças Oculares, Informativo
26 de abril de 2017

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DMRI é a sigla para Degeneração Macular Relacionada à Idade, a principal causa de cegueira em pacientes acima de 50 anos. Estima-se que cerca de 16 milhões de pessoas apresentem essa doença nos EUA e que 200 mil novos casos surjam a cada ano.


Trata-se de uma doença que acomete a mácula, região da retina responsável pela visão central, e que evolui com baixa de visão progressiva. As causas que levam ao desenvolvimento dessa doença são multifatoriais, ou seja, compostas por componentes genéticos, metabólicos e ambientais. É possível apontar diversos fatores de risco ao desenvolvimento da doença, tais como: pele e íris clara (indivíduos caucasianos), tabagistas, dieta rica em gorduras levando a dislipidemia, doenças cardiovasculares e idade avançada.
O sintoma inicial da doença é geralmente representado por distorção da visão central. Com a evolução da doença, a distorção progride e dá lugar a baixa de acuidade visual progressiva. O diagnóstico é feito através do exame oftalmológico, com avaliação de fundo de olho. Exames complementares podem ser solicitados a depender do estágio da doença.
Uma vez diagnosticado, o paciente com DMRI deve ser orientado a modificar seus hábitos de vida em direção a práticas saudáveis. Cessar tabagismo, reduzir consumo de alimentos gordurosos, aumentar a ingesta de vegetais de folhas verdes, controlar doenças cardiovasculares, ampliar realização de atividade física e uso de óculos com filtro ultravioleta são algumas das recomendações que visam conter a evolução da doença. A tela de Amsler deve ser apresentada ao paciente e este deve realizar o teste com frequência, a fim de detectar qualquer piora na distorção visual central. Pode-se também prescrever uma combinação de vitaminas e antioxidantes (AREDS) como forma de prevenção da evolução da doença.
O tratamento depende da forma de acometimento da doença (seca ou exsudativa). Para a forma seca não há tratamento. Existem pesquisas com células-tronco em andamento para formulação de novas modalidades de tratamento, mas nada concreto neste momento. A alternativa é prevenir a evolução da doença através do controle dos fatores de risco identificados para cada paciente e a utilização de vitaminas e antioxidantes.
Para a forma exsudativa, as opções incluem aplicações de laser e um tratamento relativamente recente com injeção de medicações intraoculares. As injeções de medicações intraoculares trouxeram nova perspectiva para o manejo da doença, possibilitando a recuperação visual de muitos pacientes ou a estabilização da doença em casos mais avançados.
Em casos selecionados, há também a opção de cirurgia, apesar de menos indicada. A escolha de cada modalidade de tratamento depende do padrão da lesão e estágio da doença. Para a melhor escolha do tratamento, é muito importante a realização de exames oftalmológicos complementares, destacando-se, a angiofluoresceinografia e a tomografia de coerência óptica (OCT).
Para mais detalhes e conselhos de como conservar uma visão saudável, consulte seu oftalmologista regularmente. O seguimento oftalmológico é extremamente importante para o manejo adequado da DMRI e para a manutenção de boa visão.

Responsável: Dr. Nagilton | CRM:150.850


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