Coçar os olhos aumenta a chance de ter ceratocone na juventude?

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07 de fevereiro de 2018

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ceratocone

Normalmente, o ceratocone se desenvolve na adolescência e as alergias oculares podem estar relacionadas. Coçar os olhos fragiliza e deforma as fibras de colágeno da córnea (estrutura que compõe a superfície do olho).

Você sabe o que é ceratocone?

O Ceratocone causa uma deformação progressiva da córnea. As alterações resultam no surgimento de miopia ou astigmatismo, levando a perda de qualidade da visão. Normalmente, o ceratocone acomete os dois olhos, ocorrendo de forma assimétrica (um olho pior que o outro).

A manifestação inicial é a perda de foco. A medida que a doença progride, a visão vai se deteriorando. Pode haver também a visão borrada, imagens fantasmas, sensibilidade a luz, trocas frequentes de óculos e baixa acuidade visual mesmo com o uso dos óculos.

Quanto mais precoce o aparecimento da doença, pior o prognóstico. Existe uma associação frequente com alergia (coçar os olhos) e síndromes genéticas como síndrome de down. O diagnóstico é feito através do exame oftalmológico completo e exame de topografia corneana ou tomografia de coerência óptica.

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Tratamento:

Em casos moderados, o tratamento é baseado no uso de óculos e de lente de contato específicas. Nos casos avançados, o tratamento é cirúrgico. As opções são o implante de anel intraestromal e o transplante de córnea.

Anel intraestromal: é um dispositivo implantado no interior do tecido corneano (estroma), para remodelar o formato da córnea, proporcionando uma melhora da acuidade visual. É considerado um procedimento menos invasivo e mais seguro.

Transplante de córnea: é indicado para pacientes com ceratocone avançado que não conseguem melhorar a visão ou intolerante a lente contato. A cirurgia apresenta resultados satisfatórios com reabilitação visual na maioria dos casos.

Existe uma nova modalidade de tratamento, o crosslinking do colágeno corneano, que visa interromper a progressão do ceratocone produzindo maior rigidez e resistência do tecido corneano. Ao estabilizar a progressão da perda visual, a necessidade de intervenção cirúrgica diminui.

O diagnóstico precoce permite o maior controle da doença minimizando o seu efeito na acuidade visual e na qualidade de vida. O acompanhamento com oftalmologista especializado em córnea é fundamental para o controle e prognóstico.

Responsável: Dra. Fernanda Oliveira – CRM: 127.040

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