Mulheres e suas diversas fases na vida!

07 de março de 2019

É comum ouvir que amulheres são o sexo frágil e que no período da menopausa essa fragilidade aumenta devido ao declínio natural de hormônios reprodutivos, especialmente o estrogênio e a progesterona.
O que muitos não sabem é que isso não está ligado à fragilidade, mas sim a transição corporal que as mulheres vivem, afetando diretamente na performance física e psicológica delas.
Muitas mulheres, na fase da menopausa se depararam com um desempenho ocupacional e de saúde prejudicados, através do surgimento de doenças cardiovasculares e osteoporose, juntamente com possíveis depressões e com uma piora na qualidade vida.
A síndrome do olho seco é outra condição associada à menopausa. Também conhecida como ceratoconjuntivite seca, que nada mais é do que um grupo de doenças da superfície ocular e das lágrimas que produz aberrações no filme lacrimal, resultando em desconforto e distúrbios visuais. É caracterizada por sintomas clínicos como “queimação ocular, sensação de corpo estranho, dor, fotofobia e visão turva”, além de sinais como olhos vermelhos, lacrimejamento e mesmo lesão corneana.
Para minimizar os efeitos da tão “assombrosa” menopausa, muitas mulheres buscam a famosa terapia de reposição hormonal, que no caso serve para a administração regular de hormônios, afim de minimizar os efeitos físicos e psicológicos da menopausa. Este tratamento ganhou popularidade como um método para auxiliar as queixas relacionadas com esta fase da vida da mulher, com evidências de benefícios cardiovasculares, sobre a densidade óssea, no metabolismo lipídico, como outros. No entanto, outros efeitos ainda estão sendo estudados, como o aumento da incidência de câncer e mesmo da síndrome de olho seco, que ainda apresenta resultados contraditórios, tanto por ser fator de proteção quanto de risco.
Então, como lidar com esses problemas e efeitos colaterais? Para os olhos, os tratamentos comuns do olho seco incluem o uso frequente de lubrificantes oculares, de preferência sem conservantes; casos mais avançados podem requerer o uso de medicações imunomoduladoras ou melhorar a retenção de lágrima pela oclusão do sistema de drenagem. No entanto, sabemos que tais medidas, apesar de promoverem um alivio do desconforto, não são capazes de atuar em sua causa. Por isto, todo o tratamento deve ser individualizado e acompanhado de perto pelo seu oftalmologista.
Entrou na menopausa, procure auxílio de um oftalmologista!